Não me lembro da última vez em que estive com tanta confusão de sentimentos, nem se existiu alguma em algum momento. A raiva domina tudo, a calma e tranquilidade inerente a minha personalidade, o que não é um ponto muito forte dela, serve só para uma fachada exterior, algo que serve apenas para lavar a vontade suja e desejos de mandar tudo e todos pra puta que os pariu. "Oi. Tudo bem?", e eu prontamente respondo "Sim", quando na verdade eu não poderia dizê-la. Primeiro por não saber qual seria, e sabendo, reservaria apenas a mim o direito de saber, deixando apenas a retórica responder "Tudo bem.".
Na verdade, vejo o padrão se repetindo numa mesma sequência de eventos anteriores a esse ano, o 3º do blog, o 25º da minha vida, a ideia da postagem anterior me faz lembrar uma de junho de 2007, ironicamente no dia 12, o dia 12 do mês 06 de 2008 teve algum evento semelhante, mas não cheguei a terminar de escrever, fiz bem. Pouco tempo depois, novembro de 2007, dia 12, exatos cinco meses, eu chuto o balde, como agora, chuto o balde o mais forte possível, não o tanto que eu posso, excedo esse limite por vontade própria, nem que me quebre todo no processo. Quebrado já estou mesmo.
Fugi, corri de alguma louca arruinadora de corações e mentes, igual a mim, fugi dela por saber como as pessoas ficam após passar por mim, acabei nos braços de alguém que julgava ser única.mente diferente de todas, tolice minha, me quebrei de novo novamente, e, quando ao cair na fossa, que me pareceu bastante familiar ao que passo aqui no abismo, uma ex de algum conhecido que tem um outro namorado atual [a ex], se interessa pelas minhas antigas histórias e, por ser ex de alguém que conheça, não me sentia bem, estava quebrado e confuso para voltar imediatamente a ser o que era sem sequelas visíveis, fora que, uma pessoa ainda mais próxima a ela e a mim, se faz de louca e se mete na história que não aconteceu, forçando-me a bancar o besta e abandonar a barca, que iria furar.
Besta, quebrado e na fossa, a pessoa que me jogou, volta, das trevas, prometendo ser digna de estar ao meu lado, ao menos como amiga, interessantemente, inconscientemente talvez (não acredito nisso), ela começa uma série de eventos novos, algo do tipo "tentar outra vez", e eu, fé cega e pé atrás, aceito a oportunidade de me levantar dessa lama da fossa que me sufoca, acreditando nela, cegamente, num evento que aconteceria no mês 06 do ano corrente, dia 12, claro. Outra vez quebro a cara, pois havia e eu desconhecia, a existência de um outro alguém envolvido nos planos dela, e continuar a história comigo foi um jeito dela saber que tinha para onde ir quando a outra parte preferiu "tentar" com uma outra pessoa antes dela. Um pouco antes do sexto mês iniciar, saímos, para nos revermos, já que toda essa história rolou e estávamos afastados, durante o dia todo, senti algo diferente em toda a Belém, e quando pergunto o que acontece ela diz algo como começar um envolvimento com o alguém que tentou com outra pessoa antes dela e que me vê como um grande amigo [pausa gigantesca] agora. Tive o p.. cortado fora nessa hora e virei "uma amiga confidente".
Nessa hora que chuto o balde, não por raiva dela ou das outras envovidas nessa história, já que acredito que isso é inerente a pessoa dela, raiva de mim mesmo e vergonha de todos, por ter me permitido passar por isso de novo, como se não tivesse amor próprio e o jardim não fosse bem cuidado, como Quintana aconselha. Eu nunca perdi a confiança em alguém, ou minha tolice e orgulhos sejam teimosias pueris, mas foi o que aconteceu, algo totalmente lógico devido a sequência de eventos. Dia 12 chegou, e mesmo eu não querendo, sofri ao ver o celular silenciado, imune. Tomei tudo dito e não-dito como grandes mentiras e fui ficar sozinho num canto meu qualquer, afinal, ainda havia, e sempre haverá, uma vida totalmente a parte disso, estudos, trabalhos, provas, uma chefe louca phudendo minha mente diariamente. Se, e somente se, ela reconhecesse o erro, seria mais fácil aceitar tudo. Ela fez a escolha dela, mas agora, eu faço a minha, pode não ser umas das melhores, não existe certo ou errado, apenas as consequências de nossos atos. Vendo o que há no futuro, vejo que devo deixar toda essa história de lado e me concentrar, me preparar para que o meu coração, meu pilar que me mantém em pé sem nem saber, viaje meio mundo em direção ao futuro, para longe de mim.
Foi muito estranho falar com você hoje, e perdoe-me, não sei fingir que tudo está bem, como a maioria das pessoas, "um dom, uma maldição". Sinto muito, mas eu não posso continuar me agarrando a tudo o que você tem, quando tudo o que você tem é dor.
Foi. Deu.
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Now playing: Johnny Cash - One
via FoxyTunes
Na verdade, vejo o padrão se repetindo numa mesma sequência de eventos anteriores a esse ano, o 3º do blog, o 25º da minha vida, a ideia da postagem anterior me faz lembrar uma de junho de 2007, ironicamente no dia 12, o dia 12 do mês 06 de 2008 teve algum evento semelhante, mas não cheguei a terminar de escrever, fiz bem. Pouco tempo depois, novembro de 2007, dia 12, exatos cinco meses, eu chuto o balde, como agora, chuto o balde o mais forte possível, não o tanto que eu posso, excedo esse limite por vontade própria, nem que me quebre todo no processo. Quebrado já estou mesmo.
Fugi, corri de alguma louca arruinadora de corações e mentes, igual a mim, fugi dela por saber como as pessoas ficam após passar por mim, acabei nos braços de alguém que julgava ser única.mente diferente de todas, tolice minha, me quebrei de novo novamente, e, quando ao cair na fossa, que me pareceu bastante familiar ao que passo aqui no abismo, uma ex de algum conhecido que tem um outro namorado atual [a ex], se interessa pelas minhas antigas histórias e, por ser ex de alguém que conheça, não me sentia bem, estava quebrado e confuso para voltar imediatamente a ser o que era sem sequelas visíveis, fora que, uma pessoa ainda mais próxima a ela e a mim, se faz de louca e se mete na história que não aconteceu, forçando-me a bancar o besta e abandonar a barca, que iria furar.
Besta, quebrado e na fossa, a pessoa que me jogou, volta, das trevas, prometendo ser digna de estar ao meu lado, ao menos como amiga, interessantemente, inconscientemente talvez (não acredito nisso), ela começa uma série de eventos novos, algo do tipo "tentar outra vez", e eu, fé cega e pé atrás, aceito a oportunidade de me levantar dessa lama da fossa que me sufoca, acreditando nela, cegamente, num evento que aconteceria no mês 06 do ano corrente, dia 12, claro. Outra vez quebro a cara, pois havia e eu desconhecia, a existência de um outro alguém envolvido nos planos dela, e continuar a história comigo foi um jeito dela saber que tinha para onde ir quando a outra parte preferiu "tentar" com uma outra pessoa antes dela. Um pouco antes do sexto mês iniciar, saímos, para nos revermos, já que toda essa história rolou e estávamos afastados, durante o dia todo, senti algo diferente em toda a Belém, e quando pergunto o que acontece ela diz algo como começar um envolvimento com o alguém que tentou com outra pessoa antes dela e que me vê como um grande amigo [pausa gigantesca] agora. Tive o p.. cortado fora nessa hora e virei "uma amiga confidente".
Nessa hora que chuto o balde, não por raiva dela ou das outras envovidas nessa história, já que acredito que isso é inerente a pessoa dela, raiva de mim mesmo e vergonha de todos, por ter me permitido passar por isso de novo, como se não tivesse amor próprio e o jardim não fosse bem cuidado, como Quintana aconselha. Eu nunca perdi a confiança em alguém, ou minha tolice e orgulhos sejam teimosias pueris, mas foi o que aconteceu, algo totalmente lógico devido a sequência de eventos. Dia 12 chegou, e mesmo eu não querendo, sofri ao ver o celular silenciado, imune. Tomei tudo dito e não-dito como grandes mentiras e fui ficar sozinho num canto meu qualquer, afinal, ainda havia, e sempre haverá, uma vida totalmente a parte disso, estudos, trabalhos, provas, uma chefe louca phudendo minha mente diariamente. Se, e somente se, ela reconhecesse o erro, seria mais fácil aceitar tudo. Ela fez a escolha dela, mas agora, eu faço a minha, pode não ser umas das melhores, não existe certo ou errado, apenas as consequências de nossos atos. Vendo o que há no futuro, vejo que devo deixar toda essa história de lado e me concentrar, me preparar para que o meu coração, meu pilar que me mantém em pé sem nem saber, viaje meio mundo em direção ao futuro, para longe de mim.
Foi muito estranho falar com você hoje, e perdoe-me, não sei fingir que tudo está bem, como a maioria das pessoas, "um dom, uma maldição". Sinto muito, mas eu não posso continuar me agarrando a tudo o que você tem, quando tudo o que você tem é dor.
Foi. Deu.
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